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domingo, 26 de abril de 2009

SCRIPT Pepe e Camargo

CENA 17. COLÉGIO. SALA DA DIRETORIA. INT. DIA

CAMARGO RECEBE PEPE QUE VEM ENTRANDO NA SALA

PEPE —Bom, primeiro de tudo, obrigado por me receber.

CAMARGO — Assim que a Érica, sua esposa, me falou do seu interesse em montar um teatro aqui no colégio eu gostei da idéia. Fiquei pensando muito na última conversa que tivemos, Pepe. Gostei de sua proposta de trazer o teatro para cá.

PEPE — Sabe, Camargo, como já disse, eu tenho alguns anos de experiência trabalhando com jovens no teatro. O processo de despertar artístico serve como uma terapia para eles. Através da arte os jovens fazem um trabalho de auto-conhecimento, trabalhamos diretamente na construção dos seus valores, princípios. Você vai ver como seus alunos podem ficar mais calmos e concentrados, depois do trabalho no teatro.
CAMARGO — Isso seria ótimo. Eles começaram este ano extremamente agitados. Mas fale um pouco mais sobre a sua proposta, por favor.

PEPE — Quero inaugurar o CENTRO CULTURAL NOVO ENSINO. Um lugar onde os jovens possam se expressar livremente. Possam falar de seus medos e anseios. Eu sinto, que muito da rebeldia adolescente nasce da falta deste espaço. A partir do momento que eles começam a criar, se sentem mais responsáveis, se sentem mais inteiros. E para trabalhar estes temas eu quero usar os grandes textos clássicos do teatro jovem e também quero incentivar os alunos a escreverem seus próprios textos.

CAMARGO — Isso é interessante. Sabe que eu sempre quis ser escritor. Pouca gente sabe disso. Gostava de escrever poesias quando era garoto, adorava as redações, mas por falta de incentivos como este seu projeto, acabei virando professor de português.
PEPE — Esta é a intenção, incentivar os jovens a acreditar em seus talentos.

CAMARGO — Mas como você vai fazer para cativar os alunos pro trabalho no teatro? Muitos são tímidos para este tipo de coisa.

PEPE — Pra isso eu tenho o auxilio da música. Quero fazer espetáculos musicais! A música é uma linguagem universal, que une diversas culturas, que aproxima as pessoas, que aprofunda a comunicação.
CAMARGO — É verdade. A garotada adora música.

PEPE — E no palco a música tem uma grande função. Ela pode fazer a mensagem chegar com rapidez ao coração do espectador. Eu toco vários instrumentos e sei muito bem como conduzir um trabalho deste tipo.

CAMARGO — Olha, Pepe, eu acho importante existirem artistas como você, que querem através da arte, auxiliar as pessoas a se desenvolverem. Eu reconheço o quanto a cultura artística é importante para a formação dos jovens. E hoje em dia é cada vez mais necessária esta informação cultural. Os jovens recebem muita informação pela internet!
PEPE — Mas o Teatro, as Artes Cênicas educam para a vida, tornam melhores os cidadãos. O meu projeto tem exatamente este objetivo.

CAMARGO — Eu quero a sua escola de teatro aqui no colégio, sim . Acho que nós estamos começando uma grande parceria.

CORTA PARA

domingo, 12 de abril de 2009

SCRIPT Sofia e Amadeus


CENA 2. HARAS. EXT. DIA

CONT. IMEDIATA DA CENA 15 DO CAP. ANTERIOR. AMADEUS E SOFIA PASSEIAM DE MÃOS DADAS.

AMADEUS — A minha vida adquiriu um outro sentido depois que te conheci. Já conheci mulheres muito legais, mas nenhuma me provocou essa sensação...

SOFIA — Como assim? De qual sensação que você está falando?

AMADEUS — A sensação de que agora a minha vida tem uma razão de ser... Às vezes eu vinha aqui, nesse lugar, e perguntava a essa paisagem: qual o sentido da existência? O que é que eu vim fazer nesse mundo?...

SOFIA — (EMOCIONADA) E agora? O que é que mudou? O que é que você vai perguntar à paisagem?

AMADEUS — Agora eu não tenho mais perguntas a fazer. Agora eu já sei o que vim fazer no mundo. Eu vim ao mundo pra ficar do teu lado, pra te amar e ser amado por você... O sentido da minha vida é você, Sofia!

EMOCIONADA, SOFIA COMEÇA A CHORAR. AMADEUS ACARICIA OS CABELOS DELA DELICADAMENTE, COM SUAVIDADE.

AMADEUS — Não chora, Sofia... Não te trouxe aqui pra te fazer chorar... Trouxe pra te ver sorrir...

SOFIA — Tou chorando de felicidade. Apesar de todas as coisas ruins que me aconteceram, estou me sentindo a mulher mais feliz do mundo. Tudo isso graças a você, meu amor...

AMADEUS E SOFIA SE OLHAM EMOCIONADOS. DEPOIS SE BEIJAM. NO INÍCIO SUAVEMENTE, DEPOIS O BEIJO VAI FICANDO CADA VEZ APAIXONADO. A PAISAGEM EMOLDURA O BEIJO. O TEMA MUSICAL REFORÇA O CLIMA ROMÂNTICO.

SOFIA — Mas de algum modo, acho que depois da noite passada, o que eu sinto por você ficou mais claro, Amadeus.

AMADEUS — (SURPRESO) Ficou?

SOFIA — Hoje eu sei quem quero do meu lado. A pessoa que me dá tranqüilidade, conforto, vontade de viver. (SORRI, ARREBATADA) Essa pessoa é você!

AMADEUS NÃO CABE EM SI DE TANTA FELICIDADE.

AMADEUS — Eu também sei quem é a pessoa que vai me fazer feliz todos os dias, todos os anos, todos os minutos da minha vida de hoje em diante, Sofia. (T) Você não imagina quantas vezes pensei em conhecer uma mulher como você. Que parece tá nesse planeta só pra me fazer feliz.

SOFIA — Preciso te confessar uma coisa.

AMADEUS — O que é?

SOFIA — Conhecer você fez com que eu acreditasse que tenho sim o direito a felicidade! Você é a única pessoa que me dá motivos pra sorrir.

AMADEUS SORRI E ABRAÇA SOFIA. O CASAL SE ENTREGA A UM BEIJO APAIXONADO.

NO BEIJO,

CORTA PARA

sexta-feira, 3 de abril de 2009

SCRIPT Ferraz invade a sala dos professores


CENA 10. colégio. sala dE PROFESSORES. inT. DIA

CAMARGO, ISABEL, CRISTINA, ÉRICA E OUTROS PROFESSORES CONTINUAM A REUNIÃO.

CAMARGO — Precisamos fomentar em nossos alunos o prazer de estudar. Incentivar o lúdico. Mas sempre mantendo a consciência de que estudar é a base do crescimento humano. Só evolui quem estuda. E a melhor forma de avaliar o aproveitamento de um aluno, ainda é a prova. Por isso o Colégio Novo Ensino rejeita a chamada Progressão Continuada e repudia a questão da Aprovação Automática. Nesse aspecto, e só nesse aspecto, nosso colégio se pretende conservador. Só deve ser aprovado, só deve passar de ano, quem tirou boas notas nas provas. E nossas provas devem exigir o máximo dos alunos. A repetência é parte integrante do aprendizado escolar e, ao mesmo tempo, é uma lição de vida. Também é nossa tarefa ensinar os jovens a superar as dificuldades e a enfrentar desafios. A aplicação de provas difíceis é uma maneira de avaliar, não só a capacidade de aprendizado do aluno, mas também, um modo de prepará-lo para os desafios da vida adulta. Um estudo divulgado no final do ano passado pelo Banco Mundial mostrou que o ensino no Brasil é um dos piores da América Latina. Numa lista de 19 países o Brasil ficou em décimo quinto lugar. Nós do Colégio Novo Ensino trabalhamos para mudar esse quadro. Com professores bem preparados exigimos de nossos alunos tanto quanto exigimos de nós mesmos. E é com essa mentalidade que daremos início às atividades do ano letivo de 2009. E então, meus caros? Alguma sugestão?

CRISTINA LEVANTA A MÃO.

CAMARGO — Pode falar, professora Cristina.

CRISTINA — Eu acho que/

ABRE-SE A PORTA. É FERRAZ.

CAMARGO — Mas não é possível! Não se pode mais fazer uma reunião sem ser interrompido?! Quem deixou o senhor entrar?!

FERRAZ MOSTRA O DISTINTIVO.

FERRAZ — Meu nome é Ferraz. Delegado Ferraz. Estou procurando a professora Sofia!

CAM MOSTRA REAÇÃO DE ÉRICA.

ÉRICA — (OFF, SOBRE IMAGENS) Meu Deus! O Ferraz! Ele tá aqui no Rio! O Pepe e as crianças precisam saber disso!

FERRAZ — E então, onde é que tá a professora Sofia? Me disseram que tava aqui!

ISABEL — Mas o que está acontecendo? Por que o senhor está procurando a Sofia?

FERRAZ — Assunto de polícia! Acho melhor me falarem onde ela está!...

FERRAZ OLHA BUSCANDO SOFIA. ÉRICA SE ESCONDE COMO PODE. ÉRICA ABAIXA O ROSTO.

FERRAZ — Não tô vendo ela por aqui.

ISABEL — Acabou de sair. Veio um rapaz buscá-la pouco antes do senhor aparecer.

CRISTINA — Muito bonito, por sinal... Mas nunca vi antes...

CAMARGO OLHA FEIO PARA CRISTINA.

FERRAZ — Droga!

CAMARGO — Mas que diabos está acontecendo? O que todo mundo quer com a professora Sofia?

NESTOR E RENATA ENTRAM PELA PORTA QUE FERRAZ DEIXOU ABERTA, A TEMPO DE ESCUTAR A PRÓXIMA FALA.

FERRAZ — A professora Sofia é uma assassina! Ela matou meu irmão, o Juan!

REAÇÕES DE TODOS

CORTA PARA

domingo, 29 de março de 2009

Relembre: SCRIPT casamento de Maria e Marcelo


CENA 27. mansão. JARDIM. EXT. DIA

MARCELO E MARIA NA FRENTE DO BOLO FAZEM DISCURSO PARA TODOS OS CONVIDADOS: PEPE, ANA LUZ, SIMONE, MARIANA, BETO, ALINE, CARVALHO, CLEO, ÍSIS, TATIANA, VAVÁ, ÂNGELA, CLARA, PERPÉTUA, ARISTÓTELES, IRMA, CÉSAR, MARISA, BENÉ, DANILO, TONI, HIROMI, CLÁUDIA, BATISTA, CÉLIA, JEAN PAUL, EUGÊNIO, ÁGATA, AQUILES, ÉRICA, DOUTOR SABIÁ E GABRIELA

MARIA — Eu nem preciso dizer que hoje é o dia mais feliz da minha vida. Porque hoje eu realizei um sonho que tantas vezes pareceu tão distante... Todos que estão aqui sabem o quanto eu e o Marcelo lutamos muito por esse amor. E numa época em que os relacionamentos duram tão pouco, em que casais se separam na primeira crise, eu quero dizer que todos os sacrifícios valeram a pena. Porque foi através desse amor que eu descobri o verdadeiro sentido da minha vida. Sou muito feliz porque sei que amo e sou amada. Toda a luta, todo o esforço valeram a pena porque eu sempre senti acesa com força a chama dessa paixão pelo Marcelo. Hoje eu tô muito feliz. E é uma alegria infinita poder compartilhar essa felicidade com as pessoas que eu amo, com aqueles que me ajudaram a concluir essa jornada até o fim. Onde quer que eu esteja, vocês vão estar guardados no meu coração. A amizade, o amor, a admiração e o respeito que eu sinto por vocês é pra sempre. Tati, obrigada por me aceitar!

TATI SORRI E PISCA PARA MARIA, MANDANDO BEIJO, QUE MARIA RETRIBUI, TAMBÉM DE LONGE, COM EMOÇÃO. APLAUSOS.

MARIA — Obrigada por tudo! Amo todos vocês!

CONVIDADOS APLAUDEM EMOCIONADOS. MARIA COM OS OLHOS MAREJADOS. MARCELO TAMBÉM.

MARCELO — Além de fazer minhas as palavras da Maria, eu queria dizer que, nos últimos anos, eu vivi emoções muito fortes. Talvez as emoções mais fortes da minha vida. O mundo virou de ponta a cabeça. Nós, nossas famílias, as pessoas que amamos fomos ameaçados. O planeta correu o sério risco de ser invadido e destruído. E no meio de tudo isso eu conheci uma mulher que, mesmo injustiçada, perseguida pela polícia, acusada de um crime que não cometeu, sempre manteve no seu coração a esperança de mudar o mundo, de mudar as pessoas ao seu redor. Não por meio da força bruta, mas pela força do amor. Eu acabei me apaixonando perdidamente por essa mulher. Suas lutas se tornaram as minhas, os seus problemas os meus. Ao lado dela eu aprendi como é maravilhoso e transformador o poder desse sentimento – o amor - às vezes tão menosprezado na nossa sociedade. A força desta mulher é tão grande porque ela ama com tamanha intensidade que eu sinto que, ao lado dela, nada é impossível. Eu tenho muito orgulho de hoje ter me casado com esta mulher que, além de amar muito, eu admiro profundamente. E a lição que eu quero dividir com todos vocês hoje é que não importa se as dificuldades à nossa frente parecem enormes. Se o desejo é firme, se o amor é verdadeiro, se a alma diz que aquele é o caminho do seu coração, siga em frente, mesmo que todos lhe digam o contrário, porque as portas se abrirão, os obstáculos serão vencidos, e você será capaz de conseguir tudo o que quiser. Obrigado pela força de cada um de vocês! Vocês são, a partir de agora, a nossa família! A presença de vocês neste momento maravilhoso da minha vida enche meu coração com uma alegria do tamanho do universo! Vocês vão ficar pra sempre dentro do meu coração! Vocês sabem o quanto sofri, o quanto batalhei pra ter o direito de tá aqui, agora, casando com a mulher da minha vida. Mas sem vocês, eu acredito que não ia conseguir realizar esse sonho! (APLAUSOS – OLHA PARA TATI) Tati, minha filha amada, meu presente de Deus, papai ama você muito! Você é a menina mais maravilhosa do mundo e eu agradeço todos os dias por ter a sorte de ser o pai que Deus escolheu para te amar, ensinar e proteger! (MARCELO SORRI PARA TATI – APLAUSOS – DEPOS ELE SE VIRA PARA MARIA DE NOVO). Maria, obrigado por sempre retribuir meu amor! Obrigado por jamais ter perdido sua fé! Por nunca ter duvidado de nossos sonhos, mesmo com as dificuldades que você passou! Maria, amo você... alma que rege o meu coração... estrela que brilha no céu da minha vida... luz que ilumina meus caminhos. Abençoados sejam você, Maria, e o fruto do nosso amor. Que eu possa viver ao lado de vocês, durante muitos anos, com esta paixão que realmente me parece eterna.

MAIS APLAUSOS.

CLIPE. ANA LUZ CANTA GRANDE AMOR.

MARIA E MARCELO COMEÇAM A DANÇA. NA FRENTE DOS CONVIDADOS.

TODOS OS CONVIDADOS DANÇAM.

Blog Tiago Santiago

quinta-feira, 19 de março de 2009

SCRIPT Samira morre


CENA 10. GRANDE CELA DE SAMIRA. INT. dia

EM CENA ESTÃO: ANA LUZ, COM O BEBÊ DE SAMIRA NOS BRAÇOS. MARIANA PERTO DELA. MARIA AO LADO DE SAMIRA, NO LEITO.

UM POUCO MAIS AFASTADOS: ALINE, TONI E HIROMI. CONVERSA JÁ EM ANDAMENTO. MARCELO E BETO NÃO ESTÃO EM CENA, FORAM VERIFICAR SE O HELICÓPTERO JÁ CHEGOU.

TONI — Incrível essa história da Samira... Isso prova que não devemos nunca duvidar do poder do amor...

HIROMI — O amor tudo pode porque Deus é Amor!

ALINE — (ENCIUMADA) Eu concordo... Mas por essa surpresa eu não esperava... O Beto teve uma filha com a Samira...

HIROMI — Aline, tenta compreender. Essa menina que nasceu não tem culpa de nada.

TONI — O Marcelo e o Beto foram encontrar a equipe de resgate, na porta do laboratório. Já devem tá chegando.

CAM. VAI PARA ANA LUZ, MARIA E MARIANA, AO LADO DE SAMIRA.

ANA LUZ — Que linda essa menina... Apesar de tudo o que aconteceu, ela parece bem.

MARIANA — Eu sinto que ela tem uma aura, uma energia especial.

ANA LUZ — Uma energia tão poderosa que foi capaz de transformar a mãe...

CAM. VAI PARA SAMIRA, AO LADO DE MARIA.

SAMIRA — Meu tempo tá se esgotando, Maria... Eu preciso me despedir.

MARIA — (CARINHOSA) Minha irmã... Você foi muito corajosa... Fez força e deu à luz sua filha, mesmo ferida, mesmo perdendo sangue...

SAMIRA — Obrigada por ter me ajudado, mesmo eu tendo sido tão má pra você... Agora eu sei que nada justifica os meus erros. Mesmo criada nessa cela, eu poderia ter desenvolvido pensamentos do bem, porque o pensamento é livre, pode escolher sempre.

MARIA — O que importa é que você enxergou a luz, encontrou a verdade, os caminhos do seu coração.

SAMIRA — Mais uma vez eu quero pedir o seu perdão, Maria. Tô muito arrependida de todos os meus erros, de todo o ódio que eu alimentei e do mal que eu ajudei a criar.

MARIA — Eu já te perdoei, Samira. Pode tirar toda essa culpa do seu coração. O amor te purificou.

SAMIRA — Agora eu posso partir em paz.

MARIA — Queria tanto que você ficasse... Que eu pudesse ter ao meu lado a irmã que eu sempre quis e que nunca tive.

SAMIRA — O tempo não para, Maria. A vida é eterna. Nossas almas são imortais... Além do portal da morte, a vida continua. Agora eu vejo... E aceito esta passagem... Cuida da minha filha...

MARIA — (CHORA) Vou cuidar... vou cuidar com muito amor da Samirinha...

SAMIRA — Cuida da Samirinha... Ela vai ter a vida que eu sonhei pra mim... Isso é muito bom. Agora posso morrer em paz... com o amor no coração... como é bom finalmente saber o que é o amor...

MARIA — Te amo, Samira...

SAMIRA — Te amo, Maria...

SAMIRA SORRI, SUSPIRA E DESFALECE.

MARCELO E BETO APARECEM, CORRENDO. ELES TRAZEM UMA MACA.

MARCELO — O helicóptero tá chegando com os paramédicos!

BETO — Pediram pra gente levar a Samira!...

MARIA — Marcelo, a Samira... (CHORA)

MARCELO — Ainda pode haver uma esperança! Vamos, rápido! Toni, Beto, Hiromi, Aline, vamos colocar a Samira na maca.

BETO — Vamos! Vamos levá-la pros paramédicos! Eles podem tentar ressuscitá-la!

BETO, TONI, HIROMI, ALINE E MARCELO COLOCAM SAMIRA EM MACA E A LEVAM DALI.

OBS.: DIREÇÃO/EDIÇÃO/CONTINUIDADE: A PARTIR DO MOMENTO EM QUE SAMIRA DER A LUZ, SÓ PODEMOS TER PLANOS FECHADOS EM SAMIRA OU ABERTOS COM DUBLÊ DE SAMIRA, JÁ SEM A BARRIGA.

MARIA SE APROXIMA DE MARIANA E ANA LUZ, QUE ESTÁ COM SAMIRINHA (BEBÊ – VINTE DIAS) NO COLO.

MARIA — (PARA ANA) Minha irmã... Eu não quero que a Samira morra...

ANA LUZ — Reza, minha filha. Reza e lembra que Deus é todo poderoso e sabe o que faz!

MARIA — Ô meu Deus, seja feita a Sua Vontade. Proteja a minha irmã nesse momento tão difícil! Ela se arrependeu de todo o mal que ela fez. Por isso guarde-a com os seus santos anjos.

MARIANA — Amém! Que Deus ilumine a minha filha!

ANA LUZ — Que assim seja. (P/ MARIA) Agora, toma, minha filha, a sua sobrinha... a Samirinha...

MARIA RECEBE DE ANA LUZ O BEBÊ DE SAMIRA NOS BRAÇOS.

MARIA — Eu vou cuidar de você, Samirinha...

MARIANA — Coisinha mais linda a minha netinha!

MARIA — Vou te dar todo o carinho, todo o amor que sei que a sua mãe sonhou pra você!

CLIPE. NA EMOÇÃO DE TODOS, OLHANDO MARIA GRÁVIDA COM A BEBÊ SAMIRA. INSTANTES. VALORIZAR.

CORTA PARA

sexta-feira, 6 de março de 2009

SCRIPT conversa de Samira e Maria

CENA 14. GRANDE CELA DE SAMIRA. INT. DIA

MARIA PRESA. ENTRA SAMIRA EXIBINDO UMA SERINGA.

SAMIRA — Hora do seu remedinho...

FALAS ABAIXO SE DESENROLAM ENQUANTO SAMIRA PREPARA A SERINGA COM A ZACARITA.

MARIA — A zacarita...

SAMIRA — Sim. Mais uma das grandes invenções da Doutora Júlia. Uma droga que suspende os super poderes dos mutantes e faz de você uma prisioneira muito mais dócil. Não é o máximo?

MARIA — A Júlia disse que essa droga tava em testes...

SAMIRA — Sim. E você foi a sua primeira cobaia.

MARIA — Então, a Júlia não sabe se a zacarita provoca algum efeito colateral... Por exemplo, numa gestante como eu, sabe?

SAMIRA — (NA DÚVIDA) Bem... Eu não faço a menor idéia. Eu apenas aplico a droga. A cientista é a Júlia. Pergunte pra ela.

SAMIRA MOSTRA A SERINGA JÁ COM O CONTEÚDO DA DROGA.

SAMIRA — Agora, vê se não se mexe muito... assim eu posso errar a picada e aí, vai ser pior pra você.

MARIA — Não faz isso, Samira.

SAMIRA — (SURPRESA) Como é?

MARIA — Não me dá essa droga. Eu tô grávida, tenho medo... pelo meu bebê. Uma droga forte como essa... Quem sabe que efeitos colaterais essa tal de zacarita pode ter na criança que eu tô gerando?

SAMIRA — (SÉRIA) Isso não é problema meu. Eu só tô cumprindo ordens.

MARIA — Esse bebê que eu carrego, Samira, ele é teu sobrinho. É sua família também!

SAMIRA — (RESSENTIDA) Eu não tenho família. Nunca tive. Não sei o que é isso...

MARIA — Você sabe sim. Porque você tá gerando a sua própria família. Esse bebê que tá no seu ventre... Ele é sua família, agora.

SAMIRA — (MEXIDA, MAS TENTANDO FUGIR DO ASSUNTO) Ele é só um feto... Não
é nada demais...

MARIA — Não, Samira. Não se engana. Você tá gerando uma vida. E não existe nada mais sublime do que isso!

SAMIRA — (DESCONVERSA) Não sei do que você tá falando... (DURA) Estica o braço.

MARIA — Ele já se mexeu?

SAMIRA — O quê?

MARIA — Seu bebê, Samira. A nossa gravidez é mais acelerada. Ele já deve tá bem grandinho. Todo bebê se mexe na barriga da mãe. Você já sentiu seu filho se mexer?

SILÊNCIO. SAMIRA VIRA O ROSTO PARA MARIA. SEGURA A EMOÇÃO. FICA DE COSTAS PRA MARIA.

SAMIRA — Já. Ele já se mexeu, sim. (EMOCIONADA) Pra dizer a verdade... Ele se mexe bastante...

MARIA — (EMOCIONADA) O meu também. (T) E como é a sensação, perceber o seu filho se mexendo dentro de você?

SAMIRA AINDA DE COSTAS PARA MARIA, TENTANDO ESCONDER SUA EMOÇÃO.

SAMIRA — Não sei explicar... É uma coisa que eu nunca senti... Me sinto estranha... Como se... Sei lá...

SAMIRA VIRA-SE PARA MARIA.

SAMIRA — (DURA) Não quero falar sobre isso.

MARIA — É como se a nossa vida passasse a ter um novo sentido, não é? Como se tudo o que a gente viveu antes parecesse apenas uma preparação pra esse momento. Como se nada mais importasse. De repente, esse ser que você não conhece ainda, se torna a pessoa mais importante da sua vida. E você sonha pra ele tudo o que de melhor você pode imaginar e não vê o momento dele nascer e ao mesmo tempo, gostaria de carregá-lo dentro de você pra sempre, tão boa é essa sensação de tá grávida, de ser mãe, de ter alguém que depende totalmente de você e do seu amor...

SAMIRA — Amor... Não sei o que é o amor...

MARIA — Será que não sabe mesmo, Samira? Você não tem sonhos pro seu filho? Você não se pega imaginando como vai ser a vida dele?

SAMIRA — Eu não queria que ele sofresse como eu sofri... Criada longe da família, sem pai, nem mãe, usada como cobaia de uma experiência sinistra... (T) Não sei por que eu tô falando isso... Eu preciso te aplicar a zacarita...

MARIA — O que você tá sentindo é amor, Samira!

SAMIRA — Amor? O que eu tô sentindo... é amor?!

MARIA — Para de evitar entrar em contato com esse sentimento! Se deixa envolver por ele. O amor é o melhor remédio pra todos os males. E o seu filho é uma dádiva que tá te dando a oportunidade de sentir o amor em toda a sua plenitude, porque não há amor maior do que o amor de uma mãe pelo seu filho!

DE REPENTE, SAMIRA REVELA TODO O SEU MEDO E DESESPERO. QUASE CHORANDO.

SAMIRA — (DESESPERADA) Eu não posso ter essa criança, Maria! Não posso!

NA EMOÇÃO DE SAMIRA,

CORTA PARA

sábado, 28 de fevereiro de 2009

SCRIPT Leonor conta obre seu poder a Clara


CENA 14. MANSÃO. SALA. INT. DIA

MARCELO, VALENTE, TONI, BETO, HIROMI E LEONOR CONVERSAM COM CLARINHA.

VALENTE — E a Gabriela, Clara? Como ela tá? O que aconteceu com ela?

CLARA — Eu não sei... A gente tinha conseguido fugir... Já estávamos no parque...

LEONOR — Que parque?

CLARA — O Ibirapuera... Quando o Draco e o Telê apareceram. Eles perseguiram a gente... E aí, a Gabriela achou que a gente teria mais chance se cada uma corresse pra um lado. Então, a gente se separou. E eu não vi mais a Gabriela. Não sei o que aconteceu com ela. Sinto muito, Valente. Ela falava muito de você. A Gabriela te ama.

VALENTE — Será que ela conseguiu fugir?

TONI — Se ela tivesse escapado, já teria entrado em contato.

MARCELO — O mais provável é que a Gabriela tenha sido capturada de novo.

VALENTE FICA VISIVELMENTE CHATEADO.

VALENTE — Isso é terrível, saber que ela continua nas mãos daquele povo do mal.

BETO — Mas a gente não pode perder as esperanças.

LEONOR — Pense que a Gabriela vai sair dessa. Pense que ela vai ficar bem. Reze e firme seu pensamento. Foque. Concentre-se no objetivo desejado.

INSERIR EFEITO: LEONOR BRILHA, COM LUZ LARANJA.

CLARA — Leonor, que lindo! Cê tá brilhando... como a sua barriga brilhava!

ENTRADA PARA FB

INSERIR TRECHO DO CAP. 059 CDC – CENA 10 - LEONOR GRÁVIDA. SUA BARRIGA BRILHA.

LEONOR LEVANTA A BLUSA E MOSTRA A BARRIGA PRAS CRIANÇAS.

INSERIR EFEITO: COMPUTAÇÃO GRÁFICA. BEBÊ BRILHA DENTRO DA BARRIGA DE LEONOR. OBS.: NÃO PRECISAMOS VER DETALHES DO BEBÊ, APENAS A LUZ DELE, DENTRO DA BARRIGA DE GRÁVIDA. SÓ UM INSTANTE DE BRILHO.

VOLTA DE FB

CLARA — Você é uma mutante também?

LEONOR — Mudei. Tive uma mutação... depois que tive meu filho... comecei a brilhar... acho que fui iluminada por ele... e descobri que tenho um poder...

CLARA — Que poder?

LEONOR — O poder de iluminar os outros com a força do pensamento positivo... de mostrar o segredo da fé... a certeza de que a gente vai conseguir o que quer, porque é do bem... porque a nossa vontade é boa... e quando a vontade é boa, ela não falha... pode demorar um tempo, mas o desejo é atendido... porque a gente é feita da matéria do amor... O amor é essência da natureza divina e criadora.

CLARA — Uau! Que máximo! Leonor... minha prima... você amadureceu muito, desde que eu te conheci...

HIROMI — Desculpem, com licença! Agora, que a Clara conseguiu escapar, ela pode dar pistas importantes de onde a Doutora Júlia e aqueles mutantes do mal tão mantendo a Gabriela refém!

MARCELO — É isso mesmo. Clarinha, por favor, tenta lembrar alguma coisa que ajude a gente a encontrar esse apartamento de que você falou.

BETO — Você lembra o nome do prédio?

VALENTE — Ou o nome da Rua?

CLARA — Não. A gente fugiu de lá tão rápido que não tive tempo de reparar nisso. Eu só queria correr pra sair de lá o mais rápido que eu pudesse. Mas era um prédio bem alto. E chique. Disso em me lembro.

TONI — E ficava perto do Parque do Ibirapuera?

CLARA — Isso mesmo. A gente não demorou muito pra chegar no Parque depois de sair de lá.

MARCELO — Que bairros ficam próximos ao Parque do Ibirapuera?

CLARA — Eu sei qual é o bairro!

VALENTE — Sabe? E qual era o bairro, Clara?

CLARA — Vila Nova Conceição.

MARCELO — Bom, já sabemos o bairro, que era um prédio alto, próximo ao Parque do Ibirapuera.

TONI — Já é alguma coisa.

VALENTE — Mas ainda não é o suficiente.

CLARA — Tem uma outra coisa.

MARCELO — Que outra coisa?

CLARA — Tinha uma mutante que morava lá... a mãe de uma mutante...

LEONOR — Lembra, Clarinha.

CLARA — Vou lembrar. Minha memória não é muita boa às vezes... mas eu vou dizer... o nome da mutante... eu gostava dela... ai... vi pouco... tinha as fotos dela lá...

MARCELO — Lembra, Clarinha, porque a Maria deve tá lá! A gente tem que salvar a Maria das mãos daquela louca da Júlia!

NA ESPERANÇA DE TODOS,

CORTA PARA

quarta-feira, 25 de fevereiro de 2009

SCRIPT Érica leva Curtos-Circuitos


CENA 12. CASA DE TEÓFILO. INT. DIA

CONT. DA CENA 16 DO CAP. ANTERIOR. TEÓFILO, EM CIMA DA CADEIRA, AINDA COMO ESTÁTUA. ROSANA TENTA ACALMÁ-LO.

ÉRICA ESTÁ PARADA, COMO UM ROBÔ, IMÓVEL, DURANTE TODA A CENA.
TEÓFILO — O mundo das trevas está se levantando contra a Terra! Agora falta pouco, muito pouco pra destruição final! Toda a humanidade vai sofrer! É o Apocalipse! Os anjos vão tocar as trombetas! A guerra do fim do mundo vai começar!

ROSANA — Teófilo, por favor, desce daí! Para com isso! Pelo amor de Deus, se acalma, homem!
ERICA — (MEXE E FALA ROBOTICAMENTE) Tá tudo bem, Teófilo! Isso é coisa da sua cabeça. O mundo não vai acabar!

INSERIR EFEITO: PV DE ROBÔ: TEÓFILO, AGITADO, FALANDO PARA CAM, COMO SE FOSSE ÉRICA.

TEÓFILO — Como não? Eu sei! Tá escrito nas profecias! O Pai da Humanidade tá dizendo! Finjam de estátua! Todo mundo! Finjam de estátua!

ÉRICA SE FAZ DE ESTÁTUA.
NUM OUTRO CANTO, ÁGATA CONVERSA COM AQUILES, CHATEADA.

ÁGATA — Ai, Aquiles, não agüento mais essa situação. O papai pirou de vez! E tá cada dia pior. E agora a tia Érica... também não tá nada bem.

AQUILES — É muito triste isso. Fico morrendo de pena. A gente precisa levar o pai logo pra se tratar com um médico.
ÁGATA — Ele tá precisando de um bom tratamento psiquiátrico!

TEÓFILO ESCUTA E FICA IRRITADO.

TEÓFILO — Não acredito que os meus próprios filhos querem se livrar de mim!

AQUILES — Claro que não, pai! A gente só quer o seu bem!

TEÓFILO — Eu ouvi! Não adianta negar! Vocês querem me internar, me mandar pra longe! Acham que eu tô louco! Mas eu não tô louco não!

ROSANA — Teófilo, para! Não é nada disso. Eles tão preocupados com você, só isso. Assim como eu. Você precisa mesmo se tratar, meu querido.

TEÓFILO — Vocês me respeitem! Eu sou o Pai da Humanidade!

ÁGATA — Não, pai! Você não é o pai da humanidade. O pai da humanidade é Deus, Nosso Senhor, criador do céu e da terra e de tudo que existe!

TEÓFILO — Sim. É verdade. Eu não nego. Mas foi um anjo do senhor que me disse... que a minha descendência... o tronco da minha família... vai se espalhar por toda a humanidade. Eu não sou o criador. Mas minha semente foi abençoada. Vocês, meus filhos, vão continuar a obra que eu comecei. Minha semente vai se espalhar pelo planeta... por isso eu sou e serei chamado no futuro de Pai da Humanidade!

AQUILES E ÁGATA SE OLHAM, SURPRESOS.

ÁGATA — Pai, desculpa, mas acho que você tá dando uma pirada, entendeu?

AQUILES — Piradaço. Sinto muito dizer, mas isso é uma piração!

TEÓFILO — Respeito! Respeito é bom e eu gosto! Não tá certo vocês ficarem me ofendendo, me chamando de pirado.

ROSANA — Seu pai tá certo. Honrar pai e mãe... isso é mandamento divino, o quarto mandamento, se não me falha a memória...

ÁGATA — Tudo bem. Sua mãe virou uma vampira, seu pai tá maluquinho, mas tem que honrar, né, Aquiles?

AQUILES — É, Ágata, tem que honrar, na saúde e na doença. Ai meu Pai, dai-me paciência, isso sim!

ROSANA — Dai-nos, ó Senhor, não só a paciência, mas também a leveza...
ÁGATA — Leveza?

ROSANA — Sim, é ótimo ter leveza nesta vida... Porque a leveza é amabilidade, delicadeza, suavidade... é saber que tá tudo bem, apesar dos pesares... a vida é bela... há amor... divino amor... no Universo. Isto é leveza. Mas além de paciência e leveza, dai-nos, Senhor, a compaixão...

AQUILES — Compaixão... realmente a compaixão é muito necessária...

ROSANA — Compaixão é tentar sentir o que o outro tá sentindo, é saber se colocar no lugar do outro... Não é só sentir pena... é tentar entender...

ÁGATA — Portanto, ó Senhor, dai-me paciência, leveza, compaixão... e o que mais?

ROSANA — Autocrítica...

ÁGATA — Autocrítica é fundamental...

ROSANA — Autocrítica é não achar que tá sempre certo, não se achar acima dos outros... é pensar como se pode melhorar...

ÁGATA — Muito bem. Que mais, mãe?

ROSANA — Entendimento... Entendimento é tudo de bom nesta vida!

DE REPENTE, ÉRICA COMEÇA A TER UM CURTO.

ÉRICA — Meu Deus! O que tá acontecendo comigo? Tô sentindo o meu corpo inteiro tremer... como se eu tivesse levando choques... Ai, ai! Que coisa horrível!

INSERIR EFEITO: FAÍSCAS SAEM DA CABEÇA DE ÉRICA.


NO SUSTO DE TODOS,
CORTA PARA

quinta-feira, 19 de fevereiro de 2009

SCRIPT Leonor descobre a Verdade sobre Samira

CENA 14. MANSÃO. QUARTO DE SÓCRATES. INT. DIA

SAMIRA VESTIDA DE NOIVA SE ADMIRA EM FRENTE AO ESPELHO.

INSERIR EFEITO: MORPH: SAMIRA SE TRANSFORMA EM SAMIRA-MARIA, COM MAQUIAGEM DE SAMIRA, CABELO DE MARIA E VOZ DE SAMIRA.

SAMIRA-MARIA — Oi, eu sou a Maria! Eu sou super boazinha! Gosto de todo mundo. Até de quem me maltrata! Como eu sou... (COM RAIVA) imbecil! Burra! Tonta!

LEONOR ENTRA.

LEONOR — Oi, Maria!

SAMIRA-MARIA — (ENFEZADA) Que susto! Por que não bate antes de entrar!? (SORRI MECÂNICA) Leonor, minha amiga!

LEONOR — Maria, meu Deus! Como você tá linda!

SAMIRA-MARIA — Obrigada, Leonor. Espero que o Marcelo ache o mesmo. Me preparei especialmente pensando nele... (MEIO FORÇADA) O homem da minha vida... O dono do meu coração... Aquele com quem serei feliz até que a morte nos separe...

LEONOR — (DESCONFIADA) Maria, tá tudo bem com você?

SAMIRA-MARIA — E por que não estaria? Hoje é o dia mais feliz de toda a minha vida! (SORRI)

LEONOR — Eu sei. É que, sei lá, parece bobagem mas... Senti uma vibração diferente quando entrei nesse quarto...

SAMIRA-MARIA — Vibração?

LEONOR — É... Você... Você tá tão diferente...

SAMIRA-MARIA — A maquiagem... Deve ser a maquiagem... Tô bonita?

LEONOR — Linda... como sempre... mas a maquiagem... não sei... ela me lembra alguma coisa...

ENTRADA PARA FB

INSERIR TRECHINHO DO CAP. 078 – CENA 7 - SAMIRA NO DIA EM QUE SEQÜESTRA LÚCIO.

SAMIRA — Uma voltagem bem fraca... nas pernas... suficiente para tirar o movimento dos seus membros inferiores... mas nada para prejudicar ou atingir os bebês...

LEONOR E BIANCA CAEM DE JOELHOS, EM POSIÇÕES QUE AS FAVOREÇAM, COM OS FILHOS NO COLO.

VOLTA DE FB

SAMIRA-MARIA — Que foi? Você tá com uma cara...

LEONOR — Esta sua maquiagem... Ela me lembra a maquiagem de Samira!

SAMIRA-MARIA — Jura?!

LEONOR — Muito! Você... Você tá a cara da Samira!

NO TERROR DE LEONOR E REAÇÃO MISTERIOSA DE SAMIRA, SUSPENSE,

CORTA PARA

terça-feira, 10 de fevereiro de 2009

SCRIPT Agentes no DEPECOM


CENA DE ARQUIVO. VISTA AÉREA. SÃO PAULO. EXT. DIA

CENA 21. CADEIA. CELA ESPECIAL. INT. DIA

MARCELO REFÉM DE SAMIRA, QUE TEM AS MÃOS COM ESPINHOS. TONI, MIGUEL, BETO, ALINE E CLÁUDIA TENTAM NEGOCIAR COM SAMIRA.

SAMIRA — Anda! Abre essa cela!

BETO — Escuta, Samira... Eu não posso abrir a cela sem uma garantia de que, depois, você não vai matar todo mundo!

INSERIR EFEITO: OLHOS DE SAMIRA.

SAMIRA — Uma coisa eu posso te garantir, se não fizer o que eu tô mandando, mato seu irmãozinho querido.

MARCELO — Não liguem pro que ela diz! A Samira não pode escapar!

SAMIRA — Cala a boca!

SAMIRA AMEAÇA PESCOÇO DE MARCELO LEVEMENTE, COM ESPINHOS, COMO SE PRESSIONASSE.

MARCELO — Aaaaiiii!!

BETO — Samira, por favor! Ninguém aqui quer te fazer mal!

SAMIRA — Não é o que eu tô sentindo... Vocês querem me matar! Eu posso captar isso!

INSERIR EFEITO: SAMIRA LANÇA RAIOS CONTRA AGENTES DO DEPECOM.

MARCELO — Fujam! Saiam daqui antes que essa louca mate todos vocês!

INSERIR EFEITO: SAMIRA LANÇA RAIO EM MIGUEL.

MIGUEL — Aaaaaiiii! Ela me acertou!

INSERIR EFEITO: SAMIRA LANÇA RAIO EM ALINE.

ALINE — Aaaaargh! Também fui atingida!

BETO — Para com isso, Samira!

INSERIR EFEITO: SAMIRA LANÇA RAIO EM BETO.

MARCELO — Nãão!!!

MARCELO DÁ CANELADA EM SAMIRA, QUE O AMEAÇA COM ESPINHOS.

BETO, MIGUEL E ALINE CAÍDOS NO CHÃO.

TONI — Claudia! A gente precisa tirar o Beto, a Aline e o Miguel daqui!

CLÁUDIA — Eu vou ajudar você!

TONI E CLÁUDIA AJUDAM A TIRÁ-LOS DALI. BETO, MIGUEL E ALINE SAEM, FERIDOS, COM MUITA DOR.

BETO — Marcelo! Cuidado, Marcelo!

CLIMA DE CONFUSÃO TOTAL.

INSERIR EFEITO: SAMIRA LANÇA MAIS RAIOS.

ENTRAM FERRAZ E RUDOLF.

FERRAZ — Que confusão é essa?

SAMIRA — Eu vou matar qualquer um que se aproximar de mim! Me deixem sair por bem, ou todos vão morrer!

FERRAZ — Eu avisei! É isso o que dá negociar com uma mutante! Nenhum mutante merece confiança! Chega de negociar com essa aberração!

FERRAZ ATIRA.

INSERIR EFEITO: BALA PASSA PERTO DE MARCELO.

MARCELO — (NERVOSO) Ficou louco, Ferraz? O que você tá fazendo? Quase me mata!

FERRAZ — Eu vou matar essa mutante! Ela não pode sair daqui com vida!

SAMIRA — O Ferraz quer matar nós dois, Marcelo Montenegro! Pressinto os pensamentos dele!

EM OFF, OUVIMOS PENSAMENTOS DE FERRAZ.

FERRAZ — (OFF, SOBRE IMAGENS) Meu plano vai dar certo! Marcelo Montenegro vai morrer! E a culpa vai ser dessa mutante!

FERRAZ — Morra, sua aberração!

FERRAZ ATIRA EM SAMIRA. SAMIRA, SURPRESA, LEVA A MÃO AO LOCAL ONDE A BALA A ACERTOU. VÊ O SANGUE EM SUA MÃO.

SAMIRA — O que foi que você fez?!

FERRAZ — Atira, agente! Acabe logo com isso!

RUDOLF VAI ATIRAR EM MARCELO.

INSERIR EFEITO:MARCELO NA MIRA DA ARMA DE RUDOLF.

NO CLIMA DE SUSPENSE,

CORTA PARA

quinta-feira, 5 de fevereiro de 2009

SCRIPT Leonor brilha com cor Violeta

CENA 2. MANSÃO. INT.NOITE

CONT. DA CENA 23 DO CAP. 160. VALENTE CONVERSA COM LEONOR, MARCELO E MARIA.

VALENTE — Eu preciso achar a Nati! E esses vampiros malignos que seqüestraram meu amor!

LEONOR — Eu vou mentalizar uma energia positiva, Valente, pra ajudar a gente a achar uma solução.

MARCELO — Nós vamos encontrar a Nati, o seu filho, a pequena Juno, a mutante da cura e a doutora Gabriela.

VALENTE — Quantas pessoas nas mãos daqueles mutantes malignos.

INSERIR EFEITO: LEONOR BRILHA COM LUZ VIOLETA.

VALENTE — Incrível! A Leonor é mutante?

MARIA — Nem ela sabe. Mas descobriu esse poder... do pensamento positivo...

SCRIPT Samira tenta roubar o Coração de Ouro


CENA 1. APTO DE ALINE. INT. NOITE
CONT. NÃO IMEDIATA DA CENA 17 DO CAP. 160.

SAMIRA INVISÍVEL. HIROMI, BETO E ALINE DESCONFIADOS.

HIROMI — Gente, eu tô muito desconfiada... Acho que esse apartamento não é mais seguro. Alguém entrou aqui enquanto a gente tava fora!
BETO — Não adianta nada a gente ficar fazendo suposições. Eu acho que você tem motivos pra ficar desconfiada, Hiromi. Mas o que a gente tem que fazer é vasculhar esse apartamento.

ALINE — O Beto tem razão. Vamos olhar em todos os cantos.

HIROMI — Então, vamos.

SAEM CADA UM PARA UM LADO.

INSERIR EFEITO: SAMIRA FICA VISÍVEL. ELA APARECE ESCONDIDA, ENQUANTO ELES PROCURAM NO QUARTO. OUVIMOS PENSAMENTOS DE SAMIRA.

SAMIRA — (OFF SOBRE IMAGENS) Idiotas... Vocês não têm como descobrir onde se esconde uma mulher invisível... Por outro lado, eu já descobri onde a Hiromi guarda o coração de ouro... Ele tá numa correntinha, no pescoço dela... Como se guardar aquela jóia junto ao corpo fosse me impedir de roubá-la. Vou esperar que todos durmam e aí, faço o meu trabalho. Não tô a fim de brigar com todos eles, ao mesmo tempo. Mesmo sendo só três humanos, nada especiais... Mas tô grávida e... Nem sei bem por que, não quero lutar. Não quero arriscar a vida desse bebê. Ai, essa gravidez tá mesmo mexendo comigo... Eles tão voltando!
INSERIR EFEITO: SAMIRA FICA INVISÍVEL.

BETO, ALINE E HIROMI VOLTAM DA BUSCA.

BETO — Acharam alguma coisa?

ALINE — Nada.

HIROMI — Nem eu.

BETO — Também não vi nada... Mas isso não quer dizer muita coisa... Se for um mutante que teve aqui, ele pode ter o poder de ficar invisível.

ALINE — Será, Beto?

HIROMI — Já sei. Vou pegar os meus óculos infravermelhos. Assim, nenhum mutante invisível vai escapar da gente!

HIROMI VAI PROCURAR OS ÓCULOS INFRAVERMELHOS. HIROMI VOLTA ASSUSTADA.

ALINE — Que cara é essa, Hiromi?

BETO — Você viu alguma coisa?

HIROMI — Os óculos! Eles sumiram!
TODOS MAIS DESCONFIADOS.

BETO — Sumiram?

ALINE — Você tem certeza que eles tavam aqui?

HIROMI — Tenho. Eu sempre guardei no mesmo lugar! Alguém levou os óculos infravermelhos!
SAMIRA — (OFF, SOBRE IMAGENS) É melhor eu agir logo! Eles tão muito desconfiados!

SAMIRA ATACA, INVISÍVEL. ACERTA GOLPE EM ALINE, QUE DESMAIA NOCAUTEADA.

ALINE — (GRITA) Ai!

BETO E HIROMI ASSUSTADOS.

BETO — (ASSUSTATADO) Aline!

HIROMI — Ela desmaiou!

BETO — Mas por quê?

HIROMI — Minha intuição diz que tem um inimigo aqui... um inimigo invisível... Alguém acertou a Aline!

BETO — Alguém... Mas quem?! Quem é o mutante invisível que tá aqui?

HIROMI — Quem são os mutantes da Liga do Mal que têm o poder de ficar invisível!

BETO — Metamorfo... e Samira... Samira tem esse poder!
HIROMI — Um dos dois... ou Metamorfo ou Samira... deve ter vindo atrás de mim!... pra buscar o Coração de Ouro! Em guarda, Beto!

BETO E HIROMI FICAM EM GUARDA, UM DE COSTAS PARA O OUTRO.
NO CONFRONTO,

CORTA PARA

quinta-feira, 29 de janeiro de 2009

SCRIPT Gabriela vai ao encontro de Valente

CENA 12. APTO DE CASSANDRA. INT. DIA

CONT. NÃO IMEDIATA DA CENA 22 DO CAP. ANTERIOR. JÚLIA REPASSA OS PLANOS COM TELÊ, SAMIRA E DRACO.

JÚLIA — Vamos relembrar o nosso plano, meninos. Vamos fazer a troca.

TELÊ — Devolvemos a Doutora Gabriela.

DRACO — Mas ela vai tá armada.

SAMIRA — E vai matar o Valente, ao comando da Júlia.

JÚLIA — Entendeu bem, Gabriela? Você vai ter que matar o Valente!

GABRIELA — Não! Eu não vou matar o Valente!

GABRIELA COMEÇA A SENTIR DORES TERRÍVEIS.

GABRIELA — (SOFRE) Aaaaiiiii!! Minha cabeça! Pára com isso, por favor!

CLARA — (ASSUSTADA) Ela tá sofrendo! Não faz isso com ela!

JÚLIA — Ela só vai sofrer se me desobedecer. A Doutora vai fazer o que eu ordenar. Não é, Doutora?

GABRIELA — (SOFRENDO) Não! Aaaaai! Eu não posso te obedecer.

JÚLIA — Se você não me obedecer, você também vai morrer... e nós vamos matar o Valente do mesmo jeito... ele e toda sua família! É por isso, doutora Gabriela, que você vai me obedecer! Coloquei o chip da obediência em você. Você tem que me obedecer!

LÁGRIMAS ESCORREM DOS OLHOS DE GABRIELA.

GABRIELA — Aaai! Pára!

JÚLIA — É só você aceitar na sua mente que vai ter que me obedecer... e a dor vai passar!

GABRIELA — A dor é insuportável!

SAMIRA — Eu sei. Já passei por isso várias vezes... desde que a doutora implantou esse maldito chip da obediência em mim... toda vez que eu pensei em desobedecer, senti na carne a dor... a dor mais forte do mundo...

GABRIELA — Não vou resistir. Tá bem, doutora Júlia... eu vou obedecer... (T) Graças a Deus... A dor passou.

SAMIRA SE SENTE MAL NOVAMENTE. LEVA A MÃO A BOCA.

SAMIRA — Ai... Esse enjôo novamente! Que droga!

CLARA — Ter enjôos é natural. Você tá grávida.

SAMIRA — (IRRITADA) Cala essa boca, projetinho de mutante!

DRACO — Talvez seja melhor a Samira ficar em casa, por causa do bebê.

TELÊ — É verdade. Não quero que nada aconteça com o meu filho.

DRACO — O filho é meu.

TELÊ — É meu!

SAMIRA — Eu vou de qualquer jeito!

JÚLIA — (IRRITADA) Chega! Os três, quietos! Se concentrem na missão! Já tá na hora de partir pro local combinado. A Samira não vai porque tem que encontrar a agente Hiromi e recuperar o coração de ouro. Eu vou ficar por aqui, coordenando tudo. Mas espero notícias, e boas notícias, dessa vez. Agora, preparem-se pro teletransporte, meninos. Atenção... Tô recebendo o sinal... Um, dois, três... e já!

INSERIR EFEITO: DRACO, TELÊ E GABRIELA SÃO TELETRANSPORTADOS.

JÚLIA — O viajante do tempo não vai escapar, dessa vez. O perigo vem de onde ele menos espera: da Doutora Gabriela.

CLARA — (HORRORIZADA) Como vocês são maus! Quanta violência!

JÚLIA — É tudo uma questão de ponto de vista, menina. E mesmo que a doutora Gabriela me desobedeça, vamos lançar uma bomba de efeito devastador quando ela estiver com Valente. O plano é perfeito! Eles não vão escapar com vida!

NA SATISFAÇÃO MALIGNA DE JÚLIA,

CORTA PARA

terça-feira, 27 de janeiro de 2009

SCRIPT Sandra


CENA DE ARQUIVO. VISTA AÉREA. SÃO PAULO. EXT. NOITE

CENA DE ARQUIVO. CASA DE TARSO. EXT. NOITE


CENA 10. CASA DE TARSO. INT. NOITE

SANDRA ESTÁ JANTANDO SOZINHA. MOMENTO DE MUITA SOLIDÃO. ELA PÁRA DE JANTAR, TRISTE. OUVIMOS SEUS PENSAMENTOS EM OFF.

SANDRA — (OFF) Nunca me senti tão sozinha em toda a minha vida... Meu casamento acabou de uma forma tão trágica! Tão violenta! O Tarso, meu filho amado... foi praquela ilha e não deu mais notícias... tô tão preocupada, meu Deus! O que será que aconteceu com ele? Uma ilha tão perigosa, cheia de monstros, de mutantes assassinos!

SANDRA TOMA UM GOLE DE VINHO.

SANDRA — (OFF) Se pelo menos o Batista tivesse aqui comigo... Não paro de pensar nele nenhum instante... Será que ele ainda sente alguma coisa pela Célia? Ele disse que não, mas eu duvido. O Batista ainda gosta dela, dá pra perceber... o jeito que ele fala da tal de Celinha... Ai, que ódio! Essa mulher tinha que aparecer justo agora! E se eles se entenderem, meu Deus? Eu morro! Não vou agüentar mais um golpe desses! É muito pra mim! Não posso perder o Batista! Não posso! Mulher nenhuma vai me tirar o homem que eu amo! Eu juro!

NO CIÚME DE SANDRA,

CORTA PARA

SCRIPT Apartamento de Simone

CENA 9. APTO DE SIMONE. INT. NOITE

SIMONE, MARISA, BENÉ, DANILO, BATISTA, CÉLIA E NIL ESTÃO TERMINANDO A SOBREMESA.

SIMONE — Minha nossa! Essa sobremesa tá divina!

NEWTON — Um verdadeiro manjar! Que sabor exclusivo, nunca provei nada igual!

CÉLIA — Quer dizer que vocês gostaram da torta de maça sucrée?

MARISA — Hummm... que chique! Aliás, o jantar todo tava uma delícia! A Celinha arrasou!

DANILO — É mesmo! Tava impecável, chérri! Um luxo!

BENÉ — Tô me sentindo num bistrô em Paris!

BATISTA — Como é que pode, né? A Celinha já era maravilhosa na cozinha e conseguiu voltar ainda melhor!

CÉLIA — Ai, que bom que vocês gostaram!

SIMONE — Você tá de parabéns, meu amor. Agora, vocês todos fiquem à vontade que eu vou tirar a mesa num instante.

MARISA — Eu te ajudo, minha querida.

NEWTON — E aquele licorzinho delicioso, hein, Simone? Vamos servir pro pessoal?

MARISA, NEWTON E SIMONE FICAM TIRANDO A MESA, ENQUANTO CONVERSAM, SEM QUE OUÇAMOS MAIS O QUE ELES DIZEM. DANILO E BENÉ VÃO PARA UM CANTO DA SALA. BATISTA E CÉLIA VÃO PARA OUTRO.

CAM. VAI PARA DANILO E BENÉ. BENÉ ESTÁ FRIO COM DANILO, QUE TENTA PUXAR ASSUNTO.

DANILO — Bené... você ainda tá bravo comigo?

BENÉ — Não tô bravo. Só fiquei magoado. Mas já passou. Você é livre pra fazer o que quiser da sua vida, Dan.

DANILO — Mas eu já sei o que eu quero fazer da minha vida. E você tá nos meus planos, Bené. Não faz isso comigo, por favor. Nada a ver esse negócio de dar um tempo.

BENÉ — Olha, Dan, já me machuquei muito com esse tipo de coisa. Eu tô a fim de um relacionamento sério... mas você ainda é muito jovem, quer curtir, paquerar... Nada contra, mas não é pra mim. Acho melhor dar um tempo mesmo.

CAM. DEIXA DANILO, ARRASADO E VAI PARA BATISTA E CÉLIA. NIL ACABOU DE SERVIR UM LICOR PARA ELES, CADA UM COM UMA TACINHA NA MÃO.

NEWTON — Esse licor é perfeito pra tomar depois de um jantar especial como esse.

BATISTA — Falou tudo. Esse jantar merece.

CÉLIA — Obrigada, Nil.

NIL SE AFASTA E VAI SERVIR OS OUTROS, SEM QUE VEJAMOS.

BATISTA — Ah, que bom tá aqui com você, Celinha! Senti tanto a sua falta.

CÉLIA — Eu também, meu querido. Você nem imagina o quanto! (TOMA UM GOLE DE LICOR) Mas você vê como a vida prega peça na gente, Batista...

BATISTA — Por que você tá dizendo isso?

CÉLIA — Cheguei no Brasil louca de saudades, sozinha... achando que ia te encontrar livre e desimpedido e agora você tá com a Sandra...

BATISTA — Mas por que você queria me encontrar livre e desimpedido?

CÉLIA — É que eu achei que a gente fosse finalmente se entender, sabe?... Não só como amigos...

BATISTA — Sério? Você tava pensando em me dar uma chance?...

CÉLIA — Não era isso que você sempre me pediu? Mas pelo jeito eu cheguei um pouco tarde, não é mesmo? Acho que não era pra ser, Batista. É que eu pensei que você ainda gostasse de mim...

BATISTA — (DEIXA ESCAPAR) Eu ainda gosto! Você me marcou muito, Celinha!

CÉLIA — Mas agora você tá com a Sandra, a mãe do seu filho... Acho que não era pra ser mesmo.

BATISTA — Nem sei o que dizer!

CAM. VAI PARA MARISA, QUE OBSERVA CÉLIA E BATISTA. SIMONE, NIL, MARISA, BENÉ E DANILO ESTÃO ACOMODADOS NA SALA, TODOS TOMANDO LICOR.

MARISA — Não sei, não. Tô achando que a tal de Sandra Gisa vai dançar! Olha lá! O Batistão tá caidinho pela Célia!

SIMONE — É... Tô achando que essa história ainda vai dar rolo.

CORTA PARA

Noticiario